Idílio (Beijo Eterno)
A estátua Idílio ou Beijo Eterno retrata um dos poemas de Olavo Bilac, sobre o amor entre um francês e uma índia. Inicialmente, foi colocada entre as Avenidas Paulista e Angélica. Logo começaram os protestos de pessoas que alegavam que a obra era imoral.
 Estátuas no Largo de São Francisco
O Idílio acabou transferido para Pinheiros, onde ficou na frente de um colégio. Surgiram novos protestos de pais e vizinhos, dizendo que a obra era um atentado aos bons costumes. Novamente retirada, a peça ficou nos depósitos da Prefeitura até 1965. Em seguida, a estátua foi nstalada no Largo do Cambuci, mas os moradores realizaram um abaixo-assinado para que fosse retirada. No ano seguinte, o prefeito Faria Lima decidiu colocá-la nas proximidades do prédio da Fundação Getúlio Vargas, na saída do túnel da 9 de Julho. Logo depois, um vereador protestou na Tribuna da Câmara, afirmando que a estátua era obscena. Os estudantes de Direito da USP solicitaram ao prefeito que a obra fosse colocada na frente da escola.
Hoje a estátua permanece no Largo São Francisco.
Escrito por Elton Melo às 13h10
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Largo São Francisco

O Largo de São Francisco representa o início da vida estudantil e cultural da cidade. Em 1776, os frades franciscanos criaram uma escola agregada ao convento. O ensino de teologia, moral, retórica e latim trouxeram estudantes.

Em 1827, um decreto do governo imperial instituiu no Convento de São Francisco a Academia de Direito, depois Faculdade de Direito. Ali também funcionou, em 1852, a primeira Biblioteca Pública de São Paulo.

Passaram por ali Ruy Barbosa, Prudente de Morais, Campos Salles, Whashington Luis, Jânio Quadros, Rodrigues Alves...

Atrás da faculdade, há uma interessante passarela sobre a R. Riachuelo:


Agora só falta restaurar o Colégio Álvares Penteado:

Escrito por Elton Melo às 09h45
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Igreja de São Francisco
 Igreja de São Francisco: também em restauração, por fora...
No século XVII, o Convento da Ordem Franciscana foi construído em taipa situado no extremo sul da Vila de Piratininga, próximo às encostas do ribeirão Anhangabaú. Em 1644, ao lado do Convento, foi construída a Igreja de São Francisco, uma das poucas construções em estilo colonial.
 ... e por dentro
Os afrescos da igreja representam diversas cenas que contam a história dos padres franciscanos.
 O centenário altar...
O destaque fica com as três imagens portuguesas: a Virgem, São Benedito e São Francisco. Esta última é considerada a mais bela imagem do santo existente nos conventos franciscanos do país.
 ...e as imagens laterais
Escrito por Elton Melo às 09h09
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Igreja de Santo Antônio
Em 1592, existia uma Ermida de Santo Antônio, que no século XVII serviu de matriz da Vila da São Paulo e também de hospedaria. Em 1899, a prefeitura demoliu sua torre e reconstruiu a fachada em estilo eclético.
 Igreja de Santo Antônio: em processo de restauração
A atual Igreja de Santo Antônio (Praça do Patriarca, 9) é a igreja mais antiga da cidade que ainda está de pé. Seu retábulo principal foi executado por G. Bazin em 1780, em talha de estilo rococó.
 A porta da igreja, vista do altar, e a imagem central de Santo Antônio
 No interior, o mesmo estilo das antigas igrejas portuguesas e mineiras
Escrito por Elton Melo às 17h52
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Masp Centro

Hoje, o acesso à Galeria Prestes Maia é o Masp Centro (Praça do Patriarca, s/n°; de 2ª a sábado das 11h às 17h). Ainda não posso falar muito dele, pois quando foi lá estava fechado!
Escrito por Elton Melo às 17h51
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Praça do Patriarca
 O que será?!?
A praça se refere ao patriarca da independência, José Bonifácio de Andrada e Silva. Foi aberta nas décadas de 1940 e 1950 pela necessidade de uma passagem mais ampla para a Líbero Badaró e para o viaduto que, subindo para o vale, ia direto à rua Barão de Itapetininga.
Escrito por Elton Melo às 17h26
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Prefeitura (Edifício Francisco Matarazzo ou Banespinha)
Com dezesseis andares e quase vinte e oito mil quadrados de área construída, o Edifico Francisco Matarazzo fica ao lado do Viaduto do Chá, na Praça Patriarca. Desde 2004, o edifício passou a ser a sede da Prefeitura Municipal de São Paulo.
 O Banespinha e a bandeira do município de São Paulo
Inicialmente foi a sede das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Foi encomendado pelo conde Matarazzo ao arquiteto italiano Marello Piacentini em 1937/1938. Em estilo facista, o edifício possui mármores italianos, portas de jacarandá-paulista e balões de granito fazem parte de seu acabamento.
 O brasão do município: Non dvcor, dvco (Não sou conduzido, conduzo)
Em 1947, o edifício passa a pertencer ao Banco do Estado de São Paulo, que nele instalou o Museu e a Biblioteca Banespa. Por isso, o prédio tornou-se conhecido como Banespinha, em contraste com o outro (e mais famoso) edifício do banco, o Banespão.
 Antigo poste, Othon Palace Hotel e a Prefeitura
No edifício não possui o 13° andar! Então, no 14° andar, fica o Jardim Walter Galera, com árvores frutíferas, plantas ornamentais e um pequeno lago com carpas.
Escrito por Elton Melo às 17h24
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Respondendo à pergunta...
Nos comentários, o Marcelo perguntou se existem templos budistas pertos do metrô... Sim! Por favor consulte a lista de endereços do Dharmanet.
 Este fica longe do metrô: Khadro Ling, em Três Coroas (RS); mas tem uma filial em São Paulo, o Odsal Ling
Alguns não ficam tão perto do metrô, mas geralmente são locais de fácil acesso. De qualquer forma, vou mostrá-los em breve aqui no blog. E, aproveitando o ensejo, a Associação Palas Athena tem a honra de informar que em abril próximo o Brasil receberá a visita de Sua Santidade o Dalai Lama.
 Pastor Jaime Wright, S.S. o Dalai Lama e D. Paulo Evaristo Arns, na Catedral da Sé, 1992. Foto histórica de Juca Martins.
Esta será sua 3ª vinda ao país, sendo que as anteriores aconteceram em 1992 e 1999, oportunidades em que sua mensagem conquistou o coração de milhares de brasileiros, hoje leitores assíduos de seus 46 livros publicados em português, vários deles best-sellers e referência em estudos acadêmicos. Confira a programação da visita de Sua Santidade o Dalai Lama, de 27 a 30 de abril, em São Paulo. Informações e Inscrições a partir de 10 de março.
Escrito por Elton Melo às 23h13
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Praça Ramos
Ao lado do Teatro Municipal, fica a praça Ramos de Azevedo, recentemente restaurada.
 Praça Ramos de Azevedo, com o Teatro Municipal ao fundo
A propósito, o escritório técnico de Ramos de Azevedo participou da idealização de diversas obras em São Paulo...
 Esculturas do italiano Luigi Brizzolara...
 ...com o maestro Carlos Gomes, a rainha Maria Tudor (de sua ópera)...
... o próprio Teatro Municipal de São Paulo, o Edifício Mackenzie (atual Shopping Light), Secretaria da Fazenda, Mercado Municipal da Cantareira, Palácio das Industrias no Parque D. Pedro II, Escola Politécnica (atual Edifício Paula Souza), Santa Casa de Misericórdia, Estação Júlio Prestes, Grupo Escolar Rodrigues Alves, Prédio dos Correios e Prédio da Eletrotécnica (hoje Prédio Ramos de Azevedo), Instituto Pasteur, Casa das Rosas (1935), Liceu de Artes e Ofícios (atual Pinacoteca do Estado), antigo prédio do DEOPS (construído a partir de 1914), portal do Cemitério da Consolação...
 ... Fosca e a alegoria Glória, Ordem e Progresso
Diz a lenda urbana que devemos segurar o dedo médio (!) da mão esquerda do Condor e fazer um pedido. O tal dedo já está até gasto!
 Condor: se tiver coragem, segure o dedo médio e faça um pedido
Se você não gostou muito dessa estória do dedo, então pode optar pelo método tradicional: faça um pedido na fonte e jogue uma moedinha!
Escrito por Elton Melo às 22h05
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Teatro Municipal
No começo do século XX, o centro da cidade de São Paulo configurava-se no modelo belle époque europeu, refletindo o gosto da classe dominante, nascida da economia do café.
 Theatro Mvnicipal: quando farmácia era escrito com com ph!
 Teatro Municipal de São Paulo
Mais uma vez, do Sampa.art.br: No fim do século passado, a aristocracia paulistana pedia uma casa de espetáculos que pudesse receber as grandes companhias estrangeiras.
 O Teatro Municipal na década de 1920; foto do site São Paulo 450 Anos
Em 1900, a cidade contava apenas com o Teatro São José, que, depois de um incêndio, não tinha condições de acomodar os espetáculos. Decidiu-se então construir um novo espaço.
 Música...
O edifício seria levantado em um terreno no Morro de Chá e a obra comandada pelo arquiteto Ramos de Azevedo. O terreno foi comprado em 1902 e os trabalhos começaram no ano seguinte. Ramos de Azevedo já sabia exatamente como seria o prédio: uma réplica menor da Ópera de Paris. Em 1911, o Theatro Mvnicipal foi inaugurado, com apresentação do barítono italiano Titta Ruffo, interpretando Hamlet, do francês Ambroise Thomas.
 ... e Drama: belas estátuas sobre o Teatro
Na década de 1920, os paulistanos puderam apreciar as performances das bailarinas Anna Pavlova e Isadora Duncan. Na mesma década, abrigou a Semana de Arte Moderna, que teve entre seus maiores expoentes Mário e Oswald de Andrade, Villa-Lobos, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. Nos anos que se seguiram, a opulência do Municipal foi desaparecendo lentamente por causa das novas construções e hábitos da cidade.
O teatro foi reformado duas vezes: uma na gestão do prefeito Faria Lima, quando as paredes foram pintadas e o lustre central da platéia, de 360 lâmpadas, regulado e o projeto original descaracterizado. A outra começou na administração de Jânio Quadros e foi concluída pela prefeita Luiza Erundina.
Nesta, procurou-se preservar e restaurar o trabalho de Ramos de Azevedo. A fidelidade foi tanta que a fachada externa foi restaurada com arenito vindo da mesma mina que forneceu o material para a construção do início do século.
 Colossos e gárgulas
 Teatro Municipal e Praça Ramos de Azevedo
Escrito por Elton Melo às 21h57
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Shopping Light
Projetado como sede da Light (empresa canadense antecessora da atual Eletropaulo), o edifício Alexandre Mackenzie (esquina da R. Xavier de Toledo com o Viaduto do Chá) teve seu projeto desenvolvido em duas etapas. A primeira — cuja face mais extensa volta-se para o Viaduto do Chá — foi concluída em 1929 e executada pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo.
 Edifício Alexandre Mackenzie, atual Shopping Light
A segunda, voltada para a rua Formosa, de 1941, tem autoria do escritório Severo & Villares (sucessor de Ramos de Azevedo). Nessa etapa, foi projetada uma torre que acabou não sendo construída. Até a década de 1970, milhares de funcionários da concessionária de energia elétrica circulavam pelo prédio edifício, que também continha um grande refeitório, uma praça interna e um cinema que exibia filmes de sucesso durante o horário de almoço.
 Interior do Shopping Light
No final do ano de 1999, o edifício reabriu depois de passar por reconversão de uso e transformar-se em um moderno shopping center. A reciclagem restaurou aspectos da histórica fachada e deu novo destino a suas áreas internas. Conservou, porém, as proporções e detalhes arquitetônicos compatíveis com o novo uso.
 Estação 5: uma pausa para o café
Escrito por Elton Melo às 21h33
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Viaduto do Chá
Sampa.art.br conta-nos que, em 1892, foi inaugurando o Viaduto do Chá, o primeiro de São Paulo, idealizado em 1877 pelo francês Jules Martin. Durante os 15 anos que a obra levou para ser concluída, Martin teve de convencer os paulistanos da necessidade de ligar a Rua Direita/Praça do Patriarca com o Morro do Chá (onde hoje fica a Rua Barão de Itapenininga, atinga antiga do Chá). Nesta área estava a chácara dos barões de Tatuí, com plantações de chá-da-índia.

 O antigo Viaduto do Chá; fotos do site São Paulo 450 Anos
Os trabalhos só começaram em 1888, mas foram interrompidos um mês depois, por causa da resistência dos moradores da região. O Barão de Tatuí estava entre os moradores que seriam desapropriados e ele não pretendia sair de sua casa. Até o dia em que a população favorável à obra armou-se de picaretas e atacou uma das paredes do sobrado. O Barão resolveu se mudar e a construção do viaduto foi retomada em 1889. Três anos depois, com estrutura metálica vinda da Alemanha, foi inaugurado o Viaduto do Chá. Houve uma grande festa, interrompida pela chuva que "batizava" o novo marco de São Paulo.
 Viaduto do Chá
A Companhia Ferrocarril, responsável pelo viaduto, cobrava três vinténs de pedágio de quem precisava passar para o lado de lá do rio Anhangabaú. Por lá sempre passavam as pessoas mais refinadas, dirigindo-se aos cinemas e lojas da região e, mais tarde, ao Teatro Municipal, inaugurado em 1911. Os suicidas também eram freqüentadores assíduos do lugar.
A cidade cresceu e, em 1938, a construção de metal alemão com assoalho de madeira já não suportava mais o grande número de pessoas que por lá passavam diariamente. No mesmo ano, o velho viaduto foi demolido, dando lugar a um novo, feito de concreto armado e com o dobro de largura. Desde então, pouca coisa foi modificada. Em 1977, a prefeitura proibiu o tráfego de veículos particulares. No mesmo ano, a calçada que liga a Xavier de Toledo com a Falcão Filho foi alargada. No centenário, em 1992, o piso foi reformado.
 Arte de rua no Viaduto do Chá!
Leia também: Como se fez o Viaduto do Chá
Escrito por Elton Melo às 21h18
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O outro lado
A pedido do amigo Robson Gonçales Nunes, mostro algumas fotos da outra (e dura) realidade de São Paulo. Foto-blog-jornalismo verdade.






Escrito por Elton Melo às 20h50
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Ladeira da Memória
O mais antigo monumento da cidade, a Ladeira da Memória já foi o ponto de chegada de quem entrava na cidade vindo de Sorocaba, Pinheiros, Água Fria, no século XIX. Todos os caminhos dos que transportavam mercadorias convergiam para lá, onde ficava a Pirâmide do Piques e o chafariz.
 O obelisco antes da restauração...
O local foi tomabado em 1975, mas não impediu a derrubada de prédios existentes na área, pelo Metrô para a construção da Linha Leste-Oeste. (Gosto muito do Metrô, mas de vez em quando eles saíram "tombando" os monumentos no sentido negativo da palavra...)
 ...com os azulejos bem sujos...
Depois de muitos anos de completo abandono, o largo foi restaurado graças a uma parceria entre Prefeitura de São Paulo e o Grupo Votorantim. As obras duraram seis meses e partir de agora será, peridicamente, inspecionado por arquitetos e restauradores. O obelisco recebeu um tratamento especial anti-pichação. As características originais projetadas no monumento forampreservadas e restauradas.
 ...e depois da restauração — uma melhora significativa
Veja também: Ladeira da Memória e Um espaço urbano atravessa os séculos
Escrito por Elton Melo às 10h39
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Anhangabaú
A Estação Anhangabaú (R. Formosa, s/n°) do Metrô foi fundada em 1983. O nome Anhangabahú ou Anhangabahy, de origem indígena, significa "rio ou água do mau espírito".
 Arte na estação Anhangabaú
No século XVII, as águas do rio Anhangabaú — hoje canalizado — eram usadas para lavar roupas, objetos e tomar banho. Suas nascentes estão entre a Vila Mariana e o Paraíso, desaguando no Tamanduateí.
 O Vale do Anhangabaú, entre os viadutos do Chá e Santa Ifigênia
Em 1751, o governo estava preocupado com o vale aberto por Tomé Castro na região entre o rio e um lugar onde se tratava a água chamado Nhagabaí. Até 1822, a região não passava de uma chácara do Barão de Itapetininga (depois da Baronesa de Itu), onde se vendia agrião e chá. Os moradores precisavam atravessar a Ponte do Lorena para chegar do outro lado do morro. Como esse caminho era muito tortuoso, foi transformado em rua em 1855 — a Rua Formosa, onde hoje se localiza a estação do metrô.
Por volta de 1877, idealizou-se o Viaduto do Chá (inaugurado em 1892), a desapropriação de chácaras no local e o projeto do engenheiro Alexandre Ferguson de construir 33 prédios de cada lado do vale para serem alugados. Em 1910, foi feito o ajardinamento do vale, resultando no Parque do Anhangabaú. Ele foi reformulado na primeira gestão do prefeito Prestes Maia (1938–1945) — hoje Galeria Prestes Maia.
Veja uma foto antiga do Vale do Anhangabaú.
Escrito por Elton Melo às 10h38
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