Catedral da Sé

Segundo SampaCentro, a primeira Igreja foi instalada no local em 1591, quando o cacique Tibiriçá escolheu o terreno onde seria o primeiro templo da cidade construído em taipa de pilão (parede feita de barro e palha socados estruturados em toras).

Em 1745, a "velha Sé" foi elevada à categoria de Catedral. No mesmo ano, inicia-se a edificação da segunda matriz da Sé no mesmo local da anterior. Ao lado dela, em meados do século XIII, levanta-se a Igreja de São Pedro da Pedra. Em 1911, os dois templos foram demolidos para dar espaço ao alargamento da Praça da Sé e, finalmente, à versão atual da Catedral.

A atual Catedral Metropolitana da Sé (Praça da Sé, Centro), em estilo neo-gótico, foi elaborada pelo alemão Maximilian Emil Hehl. O templo foi inaugurado em 25 de janeiro de 1954, na comemoração do 4º Centenário da cidade de São Paulo, ainda sem as duas torres principais. A Catedral está situada exatamente onde passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio.

Os números que contabilizam o material das obras são impressionantes: 154.200 kg de mármore branco de Carrara; 9.600 kg de mármore verde Saint Denis das minas do Vale de Aosta; 74.550 kg de mármore amarelo de Siena das minas de Monte d'Elsa; 166.750 kg de mármore vermelho portassanta, das minhas de Caldana (Grosseto); 3.164 kg de ônix do Vale de Aosta; 4.050 kg de porfiro antigo do Egito; 135 kg de Malaquita do Congo; 25 kg de lazulita chileno; 15 mil quilos de bronze. Foram cerca de 263.675 horas de trabalho; 111 metros de comprimento; 46 metros de largura; 65 metros na cúpula; 100 metros de fachada; e cinco naves.

Outra grande atração da catedral é a cripta, abaixo do altar principal. O mausoléu guarda os restos mortais de vários bispos de São Paulo, do cacique Tibiriçá e do regente Feijó.

Escrito por Elton Melo às 11h31
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