Diz Santo Agostinho...
 Volcán Osorno, visto da cidade de Frutillar, no sul do Chile
"O mundo é um livro, e os que não viajam acabam lendo só uma página." — Santo Agostinho, citado em 1.000 lugares para conhecer antes de morrer
Escrito por Elton Melo às 11h54
[]
[envie esta mensagem]
|
Estação Tatuapé e arredores
A Estação Tatuapé (Av. Melo Freire, s/nº, esquina com a R. Tuiuti) do metrô foi inagurada em 1981. A partir dali, há uma passarela para o Shopping Tatuapé.
 Shopping Tatuapé
O Tatuapé foi a região onde se instalaram as primeiras vinícolas do Brasil, nas chácaras de famílias de imigrantes italianos como os Marengo e os Camardo — cujos membros hoje emprestam seus nomes a algumas ruas do bairro.
 No lado sul, verticalização de alto padrão
O desenvolvimento do distrito aconteceu de maneira desigual. Dividido ao meio pela via férrea (que serve ao metrô e à CPTM), o lado norte se tornou uma região proletária e industrial, enquanto o sul permaneceu predominantemente rural e empobrecido. A situação se inverteu nas duas últimas décadas do século XX, com o esvaziamento industrial e a especulação imobiliária de alto padrão no sul do distrito no lugar das antigas chácaras, que ocasionou a verticalização e ocupação da região por famílias de maior poder aquisitivo e conseqüente crescimento do comércio de alto padrão, de modo a ter se tornado hoje uma das regiões de metro quadrado mais valorizado na cidade.
 Colégio Espírito Santo
O norte do distrito — às vezes chamado "Tatuapé de baixo" — permaneceu dominado por estabelecimentos de comércio popular e, atualmente, começa a ter início o aproveitamento dos antigos galpões industriais para construção de condomínios residenciais.
Escrito por Elton Melo às 11h53
[]
[envie esta mensagem]
|
Estação Belém e arredores

A Estação Belém do Metrô fica na Av. Alcântara Machado, s/nº. Perdo dali, fica a Igreja de São José do Belém.

Escrito por Elton Melo às 11h27
[]
[envie esta mensagem]
|
Memorial do Imigrante

O Memorial do Imigrante é uma instituição criada em 1998 com o objetivo de reunir, preservar, pesquisar, documentar e divulgar a história da imigração e a memória dos imigrantes que, a partir da década de 1820, vieram para o Estado de São Paulo.

O Memorial do Imigrante recebe atualmente cerca de 10 mil visitantes por mês. Quase 60% desse total é representado por estudantes do ensino fundamental. Além do público em geral, atende estudantes do ensino médio e superior, acadêmicos, pesquisadores, editoras de livros didáticos, produtoras e emissoras de televisão do Brasil e do Exterior. No plano institucional, atende entidades governamentais e da sociedade civil, como a Polícia Federal, o Poder Judiciário, a Cruz Vermelha Brasileira, consulados e embaixadas e ONGs.

A Hospedaria de Imigrantes, onde hoje funciona o Memorial do Imigrante, era um enorme conjunto de prédios destinado a abrigar os recém–chegados nos seus primeiros dias em São Paulo. Após a cansativa viagem, os imigrantes ficavam na hospedaria por até oito dias. Em geral, esse prazo era suficiente para que acertassem os seus contratos de trabalho. Nesse período utilizavam gratuitamente todos os serviços disponíveis. Lá eles dormiam, faziam as suas refeições, recebiam atendimento médico e conseguiam seus empregos.

Ao longo da sua existência, a hospedaria passou por algumas reformas que desfiguraram seu o aspecto original. A principal delas ocorreu na década de 1930, quando a fachada do edifício principal assumiu feições neoclássicas.
A princípio, as péssimas condições da hospedaria situada no bairro do Bom Retiro e o crescimento do fluxo imigratório, levaram a Assembléia Provincial, em 1885, a votar lei autorizando o governo a construir um prédio para a alojamento de imigrantes. Assumindo o governo da então província de São Paulo, Antonio Queiroz Telles, na época Barão de Parnaíba, escolhe um terreno nas imediações das Estradas de Ferro do Norte e da São Paulo Railway. Em julho de 1886, deu-se início à construção da Hospedaria de Imigrantes do Brás.

O prédio foi construído em forma de "E", com projeto arquitetônico de Antonio Martins Haussler, tendo capacidade para comportar mais de mil imigrantes. A fachada do prédio, de arquitetura eclética (construção que mistura estilos arquitetônicos e decorativos diversos), tem traços predominantes da arquitetura neoclássica (construções à moda das construções em estilo clássico romano e grego). O uso do ferro fundido nos parapeitos do corredor no fundo do prédio central e em estrutura ornamentada, como na estação do ramal ferroviário da Hospedaria, caracterizam esta mistura de estilos, própria do Ecletismo.

A composição ferroviária funciona aos domingos e feriados, transportando os visitantes do Memorial por trajeto de mil metros, com duração aproximada de 20 minutos. A operação está a cargo de profissionais, todos membros da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária). A estação original da antiga Hospedaria de Imigrantes, construída no final do século XIX, foi demolida na década de 1950, por ocasião de uma grande reforma do complexo de edifícios. Em uma plataforma com ambientação dos idos de 1900, vêem chegar a fumegante Maria–Fumaça, puxando um carro bagagem, correio e chefe–de–trem, de 1914, um carro de passageiros de segunda classe, de 1900, e um carro de passageiros de primeira classe, de 1914, todos inteiramente restaurados no Memorial.

A linha de bonde que circulava pela Rua Visconde de Parnaíba, passando em frente à Hospedaria de Imigrantes, funcionou de 18 de outubro de 1902 a 5 de dezembro de 1937, com 5 carros percorrendo quase 9 quilômetros de trilhos. O Bonde Nº 38, – da fábrica inglesa Hurst Nelson, ano 1912 – tipo aberto, foi totalmente recuperado nas Oficinas da Estrada de Ferro Campos do Jordão e pertenceu à extinta The City of Santos Improvements Company e, posteriormente, à SMTC – Serviço Municipal de Transportes Coletivos, da cidade de Santos, onde encerrou seus trabalhos em 1962. Os visitantes podem passear no bonde no trajeto Memorial do Imigrante – Estação Bresser do Metrô, por trilhos sobre o leito da Rua Visconde de Parnaíba, num percurso de 600 metros, com duração de 15 minutos.
Escrito por Elton Melo às 22h01
[]
[envie esta mensagem]
|
Metrô Bresser e arredores

A Estação Bresser do metrô, fundada em 1980k, fica na Rua do Hipódromo, s/nº. A história da família Bresser no Brasil começa a partir de uma carta datada de 15 de junho de 1838 e endereçada pelo então prefeito da cidade alemã de Krefeld ao major Johann Bloem, diretor-geral das Usinas Siderúrgicas do Império do Brasil, ela recomendava os serviços de Karl Abraham Breßer:
O geômetra (agrimensor) sr. Breßer comunicou-me a sua decisão de viajar convosco, ilustríssimo senhor para o Brasil, a fim de ser empregado na construção deestradas e pontes de lá. Tão penoso que isso seja ora para mim, ver o sr. Breßer partir daqui, visto que os seus prestamentos são da mais essencial utilidade para a comunidade daqui, eu, todavia, tenho o maior prazer de fazer-lhe tudo que a seguir possa ser útil para o mesmo...
No Brasil, Karl Abraham Breßer passou a assinar Carlos Abrão Bresser. Até os 34 anos, exercido sua profissão de agrimensor na pequena Krefeld, na Prússia, sua cidade natal, atualmente pertencente à Alemanha. De Bresser, segundo depoimento posterior de seu neto Gustavo Augusto, dizia-se que "não era judeu, mas tinha a esperteza deles”.
Bresser, hoje, é nome de rua, viaduto, metrô, terminal rodoviário. Há também as vilas Gustavo Bresser e Júlia Bresser, nas proximidades da Rua Silva Teles, e a Vila Izaura Bresser, na Rua Cachoeira, todas no Brás — bairro ao qual a história da família de mesmo nome sempre esteve intimamente ligada. Existem ainda a Rua Professor Alfredo Bresser, no Tucuruvi, e a Escola Estadual Alfredo Bresser, na Rua Sumidouro, em Pinheiros. Entre 1902 e 1937, circulou pelas ruas paulistanas um bonde chamado Bresser. Eram cinco carros com o número 38, da fábrica inglesa Hurst Nelson, que percorriam quase nove quilômetros. Um daqueles carros, recuperado de acordo com os padrões originais, ainda percorre, a título de passeio turístico, um trajeto de 600 metros entre o Memorial do Imigrante, na Mooca, e a estação Bresser do Metrô.

Caminhando até a Rua Bresser 793, chegamamos à Catedral Grega de São Pedro. Decorada em estilo ortodoxo, a catedral é repleta de ícones bizantinos. E a missa, claro, é celebrada em grego.

Escrito por Elton Melo às 21h57
[]
[envie esta mensagem]
|
Templos da redondezas
 Igreja de São Brás e alguns de seus vitrais
A Igreja de São Brás está passando por uma necessária restauração. Quando estiver tudo pronto, voltaremos lá.

No Brás também há uma mesquita, com uma cúpula e dois minaretes bem visíveis.

A parte externa é decorada com elaborados arabescos de cor azul.


Na Praça Padre Bento, fica a Paróquia de Santo Antônio do Pari. Ao lado há um que ainda não pude visitar. Recentemente, a igreja sofreu um incêndio. Segundo a reportagem do JT, o fogo destruiu o teto do altar lateral, escombros caíram sobre ele, mas os santos permanecem intactos.
 Santo Antônio do Pari: torre chamuscada pelas chamas do incêndio
Quando o fogo alcançou o altar, os bombeiros chegaram e começaram a jogar água. As chamas subiram pelos 52 metros da torre direita, alimentadas pelas escadas de madeira. No alto, destruíram as bases que sustentavam quatro sinos de bronze, que pesam cerca de sete toneladas. Caíram mas foram salvos pela caixa d'água que os aparou.
 O Padre Bento e a menina...
 ... na Praça Padre Bento
Agredecimentos especiais à simpática arquiteta Lore, que me deu algumas dicas legais quando estava fotografando a praça!
Escrito por Elton Melo às 09h31
[]
[envie esta mensagem]
|
Brás

No século XIX, a região do Brás ponto de parada de tropeiros em direção a Santos. Uma procissão que vinha da Penha para a igreja matriz, no então Largo da Sé, também passava por lá, o que estimulou o surgimento dos primeiros pontos-de-venda. Na época, existia no local um núcleo de casas que teriam sido erguidas pelo comerciante José Brás, dono de uma venda e de um albergue no local.

Na passagem para o século XX, as estações de trem instaladas no bairro trouxeram os imigrantes italianos. Os nordestinos, outro grupo importante na formação do bairro, chegariam a partir de 1930. Os italianos se instalavam no Brás antes de seguir para as fazendas de café.

A Rua do Gasômetro já tinha lojas no começo do século XX. Havia até ateliês de fotografia muito procurados pelos imigrantes que queriam mandar fotos para a Europa.

Com a saída das indústrias da região, os galpões e prédios vazios começaram a ser ocupados pelas fábricas de roupas, que produziam e vendiam as peças no mesmo local. Um dos marcos da transformação do bairro em centro comercial foi a desapropriação, pelo metrô, de 1.000 edificações no Brás, na década de 1970. A medida tirou dali 5.000 moradores. A região perdeu de vez a característica residencial que teve no passado.

O maior pólo de moda do Brasil é uma opção e tanto para quem procura economia e qualidade. Ali se encontram barganhas e peças mais caras, mas com preços muito aquém dos encontrados em shoppings ou nas regiões comerciais.

Por exemplo, a Woodlouse House (R. Oriente 724/734) vende marcas como Nike, Aramis, Dudalina e Ricci & Colella com descontos.

O Brás conta com 6.000 lojas espalhadas por 55 vias. Os pontos mais conhecidos são o Largo da Concórdia e as ruas Oriente, Xavantes, Silva Teles, Maria Marcolina, Barão de Ladário e Miller.

Juntas, vendem 7 bilhões de reais por ano e atraem até 1 milhão de consumidores por dia. Os nordestinos dominam os arredores do Largo da Concórdia. Os libaneses tomam conta do comércio de jeans e os coreanos na "modinha" — peças baratas que aparecem e desaparecem a cada estação.

No Brás também fica a Pizzaria Castelões (R. Jairo Góis, 126), a mais antiga e uma das mais queridas dos paulistanos.

E ali perto o Pari: a Coréia é aqui!





Escrito por Elton Melo às 22h48
[]
[envie esta mensagem]
|
Estação Brás

Inaugurada em 1979, a Estação Brás (R. Domingos Paiva, s/nº) fica estação elevada com plataformas, estrutura em concreto aparente e cobertura metálica.

Escrito por Elton Melo às 22h46
[]
[envie esta mensagem]
|
Palácio das Indústrias
Destinado inicialmente às exposições e reuniões comerciais, industriais e agrícolas, o Palácio das Indústrias (Av. Mercúrio, s/nº) foi projetado por Domiziano Rossi (do escritório Ramos de Azevedo) nos anos de 1920 em estilo florentino, ornamentado por esculturas de Nicola Rollo. Foi inaugurado oficialmente em 1924.
 Palácio das Indústrias
Em 1947, foi ali instalada a Assembléia Legislativa, que ficou no local por 21 anos. Na década de 1970, plena ditadura militar, o palácio foi ocupado por repartições da Secretaria de Segurança Pública. Em 1992, a então prefeita Luíza Erundina transferiu para a região do parque D. Pedro II a sede da administração municipal, que até então ocupava um edifício no parque Ibirapuera. Para isso, a arquiteta Lina Bo Bardi — junto com Ferraz, Vainer e Suzuki — desenvolveu um amplo projeto que compreendia a restauração do Palácio das Indústrias.
 Esculturas
A idéia fundamental do projeto da Sede da Nova Prefeitura de São Paulo no Parque Dom Pedro II é a rigorosa preservação dos caracteres peculiares do edifício do Palácio das Indústrias, isto é: a típica Arquitetura Eclética que marcou a constituição da Itália em "Regno lndependente", de 1870 até os anos 20, que se seguiram à I Guerra Mundial.
Esta arquitetura foi chamada de Arquitetura Eclética pelo relançamento de todos os estilos arquitetônicos, que vão desde a Antiguidade Egípcia até a Idade Média, até a Renascença, até o Barroco, o Neo-clássico, até se constituir num ecletismo que serviu à construção de fábricas e quartéis, estações ferroviárias, grandes mansões e pequenas "villettas" e bairros inteiros de cidades como Roma, Florença, Nápoles, enfim, da Itália inteira, de Turim até o extremo sul do país. O Palácio das lndústrias resume este curioso e interessante período da atividade arquitetônica do "Novo Regno de Itália", com suas merlas, "loggias", torreões, fontes etc.
Enfim, o Palácio das Indústrias é "gracioso", representa bem uma época importante para São Paulo, com suas inserções americanas (as simpáticas vacas no lugar dos leões campantes, o que é notável e original, dando uma nota exótica e um pouco dissonante), e merece bem uma rigorosa atenção na concepção da Nova Grande Prefeitura de São Paulo, que o insere com respeito e dignidade no importante limite do Parque Dom Pedro II com o Brás.
Foi usado para a restauração do Palácio das Indústrias e sua ambientação urbanística na nova área do Parque D. Pedro II, o método da "Restauração Científica", que permite agir no mundo da Modernidade com o rigor e o respeito pela História do Trabalho dos Homens.
— Lina Bo Bardi, sobre a renovação do Palácio das Indústrias
 Mais esculturas!
Planejado para sediar a prefeitura, o conjunto não teria o funcionamento adequado sem o anexo projetado, que não foi construído. Com a transferência da sede da Prefeitura de São Paulo para o centro da cidade, o Palácio das Indústrias foi repassado à Anhembi Turismo e Eventos. O Palácio das Indústrias seria um local para exposições glamurosas ou delicadas.
 Detalhe das escadas
Perto dali, próxima às margens do rio Tamanduateí e às estradas de ferro, fica a Casa das Retortas. Inaugurada em 1872, a casa abrigaria o Gasômetro da companhia inglesa The San Paulo Gas Company, responsável pela introdução da iluminação pública da cidade. A área do terreno pertencera à Chácara da Figueira, antiga propriedade da Marquesa de Santos.
 Casa das Retortas
Em 1967, as instalações da então Companhia Paulista de Serviços de Gás foram declaradas de utilidade pública pela Prefeitura e foi criada a Companhia Municipal de Gás (Comgás). O edifício sofreu adaptações e restauros, segundo projeto de Paulo Mendes da Rocha, sendo mantidas algumas características da década de 1920. Atualmente, a casa abriga órgãos municipais.
Escrito por Elton Melo às 21h50
[]
[envie esta mensagem]
|
[ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|