Estação Vila Matilde e arredores
O metrô Vila Matilde fica na R. Cononel Pedro Dias de Campos, 1173.

O bairro, pertencente à subprefeitura da Penha, é famoso pelos seus antigos carnavais na Vila Esperança e pela escola de samba Nenê de Vila Matilde.
 Igreja de Nossa Senhora da Esperança
Outro ponto referencial é a Toco, antiga e finada danceteria, que entre outros méritos foi o berço do jungle e drum'n'bass no Brasil.
 Igreja de Nossa Senhora da Esperança
Escrito por Elton Melo às 22h39
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Estação Penha e arredores
A estação Penha do metrô (Av. Conde de Frontin, s/nº) foi inaugurada em 1986.

A frente e o interior da antiga Igreja de Nossa Senhora da Penha
A colina da Penha ergue-se de forma marcante. A Igreja de Nossa Senhora da Penha destaca-se na paisagem e é visível de longe por quem circula pela Zona Leste.
 O Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Erguida em 1668 como Capela de Nossa Senhora da Penha de França é o primeiro marco histórico deste bairro, originalmente um dos vários povoados afastados do primitivo núcleo urbano da cidade. Foi um ponto importante de pouso de viajantes e tropas entre os caminhos que ligavam São Paulo a Minas Gerais, através da planície do Vale do Paraíba. Até o final do século XIX a população esteve praticamente concentrada na colina, o que manteve uma baixa densidade demográfica, não ultrapassando 3000 habitantes. Era uma área basicamente rural, formada por diversas chácaras. No entorno da igreja prosperou um comércio de produtos religiosos bem como de outros itens necessários aos romeiros.
Nos anos de 1600, um católico francês viajava de São Paulo ao Rio de Janeiro carregando na bagagem uma imagem de Nossa Senhora trazida de sua terra natal. À noite, montou acampamento na região onde hoje é o bairro da Penha, na Zona Leste de São Paulo. Pela manhã reuniu suas coisas e retomou a caminhada. No entanto, na noite seguinte, o viajante percebeu que havia perdido a imagem. Ele, então, deu meia-volta e encontrou o objeto no alto da colina onde havia dormido. Aliviado, seguiu viagem, mas na noite seguinte sentiu novamente a ausência da imagem. Mais uma vez retornou à colina e mais uma vez encontrou o que procurava. O devoto entendeu que se tratava de uma mensagem avisando-o de que ali deveria ser erguida uma capela em homenagem a Nossa Senhora.

A data registrada na igreja de Nossa Senhora da Penha de França é 1682, mas documentos indicam que a construção é, na verdade, alguns anos mais antiga. Uma certidão passada por um padre ao receber uma quantia em dinheiro doada a Nossa Senhora da Penha de França, por exemplo, é datada de 24 de agosto de 1667.
 Basílica de Nossa Senhora da Penha
Já a imagem original da Virgem, em madeira, foi preservada e está hoje protegida no altar da Basílica, construída entre 1957 e 1967 a alguns metros da primeira igreja.
 A frente e o interior da Basílica
 Detalhe da lateral
 Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na Basílica
Escrito por Elton Melo às 12h20
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Estação Carrão e arredores
Vivian Navajas escreve que, em meados de 1570, a região fazia parte da trilha de vários bandeirantes. Nas suas expedições, alguns fixavam residência, como o sertanista Francisco Velho, que se instalou nas proximidades do ribeirão Aricanduva. O bandeirante não conseguiu a posse da terra, que na época pertencia ao sesmeiro Brás Cubas. Em 1642, seu neto — o capitão Francisco Velho Moraes — tornou-se proprietário legítimo das terras.

Em 1851, o então Sítio ou Vila Tucuri foi vendido ao inglês George Harley, que o batizou como Bom Retiro. Seis anos mais tarde, a área passou a pertencer a João José da Silva Carrão, o Conselheiro Carrão, presidente da província de São Paulo e do Pará, jornalista, advogado, professor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, senador e ministro do império. No bairro que hoje leva seu nome, ele se dedicou ao plantio de uvas. Em 1916, imigrantes portugueses, italianos e japoneses chegaram à fazenda de uvas. Oficialmente, a vila só foi fundada em 1917.

A sua morte, em 1888, despertou o interesse de alguns empresários pela região. A idéia de lotear a vila foi do dentista João Gomes Barreto. Guilherme Giorgi, dono do Lanifício Minerva, foi um dos primeiros a comprar uma propriedade na região, em 1906, para montar sua indústria. O primeiro grande impulso para a urbanização foi a chegada da ferrovia, no fim do século XIX. Com isso, na década de 1920, já havia várias casas e lojas junto à estação, denominada Sexta Parada. No entanto, o que realmente impulsionou o desenvolvimento do bairro foi a instalação da estação Carrão do metrô (Av. Radial Leste s/nº, esquina com Rua Apucarana), em 1986.

Desde então, cresce a verticalização na Vila Carrão. Seus imóveis são valorizados e muito procurados pela classe média. O ponto central do bairro é a praça 15 de Outubro, conhecida como Largo do Carrão. Outro fator que atrai investimentos é a disponibilidade de terrenos para a construção de novos empreendimentos.
Escrito por Elton Melo às 12h19
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